Visita a Inhotim





Galeria Valeska Soares




A Galeria da Valeska Soares foi a escolhida pelo meu grupo (Grupo 4) para ser a primeira visitada e analisada em Inhotim. Ao chegarmos ao prédio notamos o visual inusitado, resultado da presença de vários espelhos em um ambiente de vegetação. Ao entrarmos, a obra já nos foi apresentada, sem nenhum corredor ou passagem anterior. Deste modo, ocorreu um choque entre o ambiente claro exterior e escuro do interior e tivemos um pouco de dificuldade para enxergar claramente, o que nos fez achar, em um primeiro momento, que espaço era muito maior do que realmente era. Isso foi provocado pela presença de vários espelhos na parte interna que estavam posicionados de forma a criar essa ilusão de ótica. Achamos muito intrigante e envolvente todo o conjunto da obra: o vídeo, a música e o ambiente, o quais passavam uma ideia de tranquilidade e até uma certa melancolia pela letra da música e pelo vídeo, no qual o casal dançando nunca chegava a realmente se encontrar. Assim, depois dessa primeira vivência, saímos da obra para ler a sua apresentação e descobrimos que a sua posição em Inhotim, atrás de um dos lagos e depois de uma passagem por um jardim de flores, foi totalmente pensada para passar uma ideia mais intimista e romântica e conduzir o expectador até a exposição. Além disso, após a visita notamos que o prédio é a própria obra e isso funciona muito bem pois o formato octogonal internamente reflete o vídeo e faz com que o público se veja como parte da cena, tal como na parte externa o posicionamento dos espelhos permite que eles reflitam a vegetação em volta o que possibilita que de longe pareça que esses espaços são vazados, como se fosse um coreto. Nesse sentido, acho que essa colaboração entre os arquitetos que projetaram a construção e a artista foi bastante satisfatório, contudo, acredito que o fato da obra ter o formato da própria construção a torna um pouco previsível. 

Após o almoço visitamos algumas outras galerias muito interessantes, dentre elas a Galeria Cosmococa, a Galeria Cildo Meireles, a Galeria da Yayoi Kusama e a Galeria do Lago.


O Jardim de Nsrciso da Yayoi Kusama 



Galeria do Lago





Galeria Yayoi Kusama



Galeria Cosmococa



Galeria Cildo Meireles 






 Em suma, a visita em Inhotim como um todo foi muito interessante. Eu já havia visitado o museu outras vezes porém busquei vivenciar com outros olhos e foi uma nova experiência. O conjunto Inhotim consegue reunir em um só lugar diversas obras de arte e exemplares de diferentes espécies de plantas da natureza, isso cria um ambiente muito único, entretanto, a forma como o museu foi construído e é mantido torna tudo bastante artificial, como se tudo fosse de plástico. Ademais, é um espaço que gera muito impactos a comunidade de Brumadinho, como o trânsito intenso em determinados horários e o aumento no fluxo de pessoas e não funciona muito bem como uma reserva ambiental, uma vez que não preserva a vegetação nativa e faz o uso de muitos fertilizantes para manter as plantas com um aspecto perfeito durante todas as estações do ano. Mesmo assim, Inhotim fornece o acesso a arte de diversos artistas em um só lugar e com certeza é uma visita válida e uma experiência incrível e nova a cada vivência. 

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