Atividade de performance coletiva

 O teatro do oprimido, de acordo com Boal, pretende transformar o espectador em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a protagonista e transformador da ação dramática. Na aula de hoje, após a introdução ao conceito de teatro do oprimido e uma breve contextualização de seu surgimento iniciamos uma atividade em aula com o intuito de fazer uma exploração corporal do espaço, nos desafiar a sair da nossa zona de conforto e vivenciar o espaço de uma nova forma. Em um primeiro momento, foi pedido que caminhássemos pelo espaço de formas inusitadas, para mim essa foi a atividade mais difícil pois ainda estava com vergonha e com dificuldade para criar novos jeitos de caminhar. Posteriormente, formamos duplas, fizemos duas filas e realizamos a atividade do espelho, esse momento exigiu muita atenção para que conseguíssemos realizar todos os movimentos do colega a nossa frente. Depois disso realizamos uma atividade de confiança em trio, na qual uma das pessoas ficava no meio das outras duas e soltava o seu corpo para frente e para traz, esperando que as outras a segurassem. Essa atividade foi bem divertida, ela facilitou para que soltássemos mais o corpo e começássemos a criar uma relação corporal e de confiança com os colegas do trio. Em um quarto momento, fizemos a atividade que, ao meu ver, mais me fez notar novos aspectos do espaço. Nessa atividade a dupla foi dividida em uma pessoa que ficava de olho fechado e a outra que guiava. Nessa parte da atividade pude perceber com mais atenção alguns degraus, a inclinação do piso, a textura da parede e algumas janelas e diferenças na luminosidade que passavam um pouco despercebidas com o meu olhar cotidiano. Por fim, na última dinâmica criamos imagens com o corpo com o intuito de “mandar uma foto para alguém”, foi uma atividade mais rápida mas mesmo assim foi muito produtiva para a exploração corporal. 

Nesse viés, achei que todas as dinâmicas foram muito proveitosas para exploração da consciência corporal, experimentação do espaço e para a desconstrução do olhar convencional para com os ambientes. Além disso, particularmente foi muito significativo para mim pois me lembrou do meu professor de teatro do 5° ano e das atividades que ele passava em aula. 

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